terça-feira, 12 de abril de 2011

Questionário sobre a VOZ


Questionário: A sua voz está boa?

Este questionário, permite avaliar o estado da nossa voz. Este inquérito é utilizado frequentemente na prática clínica para avaliar as alterações vocais. O questionário Voice-Related Quality of Life Measure foi adaptado do Vocal Health Center da Universidade de Michigan sendo semelhante ao utilizado noutros centros dos Estados Unidos. É um indicador da Voz e Qualidade de vida (Voice-Related Quality of Life (V-RQOL).

Responda ao questionário abaixo (a tabela anexa indica como se devem interpretar os resultados).

Se notou a existência de alguma alteração na sua voz responda a cada uma das questões numa escala de 1 a 5. As respostas devem basear-se nas características da voz nas últimas duas semanas.
  1. Não constitui problema
  2. Problema ligeiro
  3. Problema moderado (médio)
  4. Problema frequente
  5. Problema grave
Qual o grau do problema?

Devido à minha voz...

Tenho dificuldades em falar alto ou de ser ouvido em situações ruidosas

Falta-me o ar e preciso de respirar frequentemente quando falo

Não sei como vai sair a voz quando começo a falar

Fico ansioso

Fico deprimido

Tenho problemas a falar ao telefone

Tenho problemas no exercício profissional

Evito conviver

Tenho que repetir para ser compreendido

Tornei-me menos comunicativo

Interprete o seu resultado
Depois de classificar cada uma das questões some a pontuação. No quadro anexo está indicado a correlação entre a pontuação obtida com a escala (V-RQOL) que vai de 0 a 100.
Se a sua classificação na escala (V-RQOL) for baixa vá ao seu Otorrinolaringologista. A maior parte das doenças da voz são tratáveis se forem diagnosticadas precocemente.

Classificação do seu questionário
Pontuação: / Escala V-RQOL:
10                     100 = Excelente
20                      75 = Suficiente a Bom
30                      50 = Fraco a Suficiente
40                      25 = Fraco
50                      0 = Mau

Se notar uma alteração de voz (ex: rouquidão ou voz áspera) que se torne persistente, consulte o seu Otorrinolaringologista.

Fonte:

Fábrica da VOZ

FÁBRICA DA VOZ

No site do Dia Mundial da Voz existe uma animação, chamada de Fábrica da Voz, que nos explica todo o processo da voz, desde os pulmões até à boca. Para ver esta animação aceda ao link: http://www.diamundialdavoz.com/site_dmv/video_fabrica.asp

Seguem-se algumas imagens da animação Fábrica da Voz...



CUIDADOS a ter com a VOZ

CUIDADOS A TER COM A VOZ
As alterações da voz manifestam-se habitualmente por rouquidão, alterações no timbre, instabilidade nas características vocais e por fadiga vocal.
Estas alterações têm causas diversas podendo ser o resultado de esforços ou de abuso vocal, assim como de infecções, traumatismos ou tumores.

 
Beba água
Para ter uma "voz saudável" beba água (seis a oito copos diários), única forma de manter hidratadas as cordas vocais.
Mesmo quando emitimos apenas um som as cordas vocais vibram intensamente; a hidratação melhora a produção de muco contribuindo para a sua "lubrificação".
Deve-se reduzir e em alguns casos evitar a ingestão de bebidas que podem provocar desidratação das cordas vocais (ex.: álcool, café e bebidas com cafeína, chá preto e bebidas gaseificadas).
Ao praticar desporto ou exercício físico deve-se beber uma maior quantidade de água.

 
Não fume
Não fume. É do conhecimento geral que o tabaco pode provocar cancro do pulmão e cancro da laringe. Tanto nos fumadores como nos "fumadores passivos" as cordas vocais sofrem uma "agressão" que se traduz por alterações persistentes na qualidade da voz.

 
Não esforce nem abuse da voz
Não se deve falar muito alto em locais ruidosos pois o ruído obriga a aumentar a intensidade da voz comprometendo a sua qualidade.
A sensação de "garganta seca", cansaço vocal ou o aparecimento de rouquidão obriga a poupar a voz e a não falar.
Ao lidar com crianças, não se deve esforçar demasiado a voz.
Quando se tem que usar a voz com grande intensidade, como sucede ao falar no exterior, é preferível utilizar um sistema de amplificação.
Devemos procurar falar no nosso tom e evitar fazer imitações de outras vozes. Se esforçarmos a voz falando em tons mais graves ou mais agudos do que o normal, podemos provocar "traumatismos" nas cordas vocais, que vão provocar rouquidão (disfonia).

 
Deve-se evitar tossir
Ao tossir as cordas vocais batem uma na outra, agredindo-se mutuamente.
A rouquidão pode ser uma das consequências do tossir repetido.
Em vez de tossir, beba uma golo de água ou engula "em seco". As causas mais frequentes que levam à necessidade de tossir são o refluxo gastro-esofágico, o refluxo faringolaríngeo, as rinites, as sinusites e as doenças alérgicas.

Se estiver doente poupe a sua voz
Se estiver "constipado" ou com uma infecção respiratória, poupe a sua voz.
Este cuidado é ainda mais importante nos profissionais da voz sobretudo se notarem o aparecimento de rouquidão.
A voz é a forma mais importante de comunicação, com grande impacto nas relações sociais e na vida profissional. Só o seu uso correcto vai permitir ter uma "voz saudável" durante toda a vida. Assim "oiça a sua voz" ou melhor, "oiça o que a sua voz lhe quer dizer".


DOENÇAS DA VOZ
Rouquidão
A rouquidão (disfonia) é a mais frequente alteração da voz, podendo ser provocada por esforço vocal, infecção respiratória, alterações benignas ou da mobilidade das cordas vocais, mas também por um tumor.
Uma rouquidão que dure mais de 15 dias exige uma observação por um Otorrinolaringologista, única forma de se obter um diagnóstico.
A sensação de cansaço ou fadiga vocal está habitualmente associada a esforços vocais. Estas alterações podem surgir quando se tem de falar em ambientes ruidosos, poluídos ou com ar seco, ou esforçar a voz durante longos períodos.
A sensação de "cansaço" vocal, sensação de corpo estranho, "garganta arranhada", dores no pescoço, alterações nas características da voz incluindo a rouquidão só são esclarecidas numa consulta de Otorrinolaringologia.

Fuga Glótica
Na fuga glótica as cordas vocais não conseguem aproximar-se correctamente na linha mediana, o que provoca alterações novas nomeadamente cansaço vocal e rouquidão.
Esta situação uma vez diagnosticada é corrigida com o apoio da Terapia da Fala.
Se tal não suceder outras alterações benignas poderão surgir.

Voz de Bandas Ventriculares
A tensão muscular pode levar a que as bandas ventriculares também designadas por "falsas cordas" possam aproximar-se uma da outra durante a fonação.
A voz está alterada e o cansaço vocal e as "sensações", "corpo estranho", "dores de pescoço", entre outras são habituais.
A Terapia Vocal é indispensável.

Disfonia Psicogénica
Em certos casos a rouquidão pode ser de causa psicológica, situação que se pode prolongar durante períodos de tempo de meses ou anos.
Em muitos casos pior que disfonia é a afonia, ou seja, ausência de voz.
Para além do Otorrinolaringologista e da Terapia da Fala, a intervenção do Psicólogo é fundamental para o tratamento desta situação.

Paralisia das Cordas Vocais
São várias as doenças que podem provocar paralisia de uma ou das duas cordas vocais.
A rouquidão e a afonia são as queixas mais frequentes. A paralisia de ambas as cordas vocais pode ainda provocar falta de ar.
Diagnosticar a eventual causa é um dos primeiros objectivos do Otorrinolaringologista.
A observação de um doente com este tipo de sintomas permite o diagnóstico.

Pólipos, Nódulos e Quistos
Os pólipos e os nódulos vocais são situações benignas que se traduzem por alterações na voz, nomeadamente rouquidão, que têm como principal causa o esforço vocal.
A microcirurgia laríngea associada à terapia da fala ou a terapia da fala isoladamente constituem as opções terapêuticas.
No quisto da corda vocal, que também é uma situação benigna e que se traduz por rouquidão, a microcirurgia laríngea seguida de terapia da fala é o tratamento adequado.

Refluxo
O suco gástrico pode “subir até a garganta” provocando rouquidão, necessidade de limpar as cordas vocais (tossir), bem como estar na origem da “sensação de corpo estranho”, ardor, “irritação na garganta” e ainda em alguns casos, “sensação de faltar o ar” ou mesmo dor. A observação por um Otorrinolaringologista permite o diagnóstico.
Cuidados a ter:
  • Corrigir hábitos alimentares
  • Evitar sentar-se no sofá mal termine o jantar
  • Não se deitar logo após o jantar
  • Não comer nem beber no período da digestão
  • Elevar a cabeceira da cama
  • Alguns alimentos (comidas e bebidas) podem desencadear, ou agravar o refluxo:
    • Bebidas gaseificadas
    • Citrinos( frutas/sumos)
    • Ananás/kiwis/tomate
    • Mel/chocolate
    • Lacticínios
    • Alguns tipos de chá
    • Café
    • Alimentos gordurosos (fritos, refogados, etc.)
    • Tabaco
    • Álcool
Só o próprio se estiver atento poderá identificar estes e outros alimentos que possam estar associados ao refluxo.
O abuso de gomas, pastilhas elásticas e mesmo de rebuçados podem provocar refluxo.

Papiloma
O vírus do papiloma (HPV) pode infectar as cordas vocais.
A Rouquidão é um sinal precoce que, se valorizado, permite um tratamento adequado (microcirurgia laser).

Laringite Crónica, Leucoplasias e Queratoses
Todas estas alterações têm como principal causa o tabaco, mas podem ser agravadas por outros factores (álcool, refluxo). Uma das formas de laringite crónica é o edema de Reinke, o qual é tipico dos fumadores, tanto no sexo masculino como no feminino. A rouquidão nestes casos é muito frequentemente considerada como uma “voz sensual”.
A vigilância é essencial e é obrigatório deixar de fumar.
A laringite crónica, leucoplasias e queratoses podem evoluir para um tumor maligno que nas fases iniciais se traduz apenas por uma rouquidão. Assim, insiste-se que uma rouquidão que se prolonga por mais de 15 dias exige uma consulta de Otorrinolaringologista.
A microcirurgia laríngea permite o diagnóstico, o qual é confirmado pelo exame histológico (biopsia). Independentemente da orientação terapêutica, é indispensável DEIXAR DE FUMAR.

Cancro da Laringe
O diagnóstico precoce é da maior importância, pois o tratamento depende das dimensões e da localização do tumor.
No nosso País, o carcinoma das cordas vocais constitui a forma mais frequente do cancro da laringe.
Os hábitos tabágicos são considerados como o maior factor de risco.
A associação de tabaco e álcool aumenta a frequência destes tumores.
Para além de rouquidão (disfonia) persistente, podem surgir dificuldades na deglutição, dores na “garganta” e/ou no pescoço habitualmente localizadas.
Em alguns casos, a esta sintomatologia pode-se associar a dor de ouvidos unilateral, enquanto que em outros casos pode surgir a falta de ar.
Só o combate ao tabagismo permitirá que Portugal deixe de ser o 3º país com maior incidência de cancro da laringe, na União Europeia (França, Espanha, Portugal e Itália).

Fontes:



Dia Mundial da VOZ

No próximo dia 16 comemora-se o Dia Mundial da Voz, por isso quero partilhar convosco algumas informações sobre este dia.

 
Definição de Voz (género feminino):
1- produção de sons humanos emitidos pela laringe com o ar que sai dos pulmões. 2 - sons ou ruídos característicos produzidos por animais. 3 - faculdade de falar; fala. 4 - grito de queixa, protesto ou reclamação; clamor, brado. 5 - direito de exprimir uma opinião. 6 - expressão de uma opinião. 7 - notícia não confirmada que corre publicamente; boato. 8 - manifestação verbal; palavra. 9 - ordem militar dada em voz alta. 10 - Música = parte musical, num contexto polifónico vocal e/ou instrumental, associada a uma tessitura específica (ex. Soprano, contralto, tenor, baixo).

 

A VOZ HUMANA
A voz humana é produzida pela vibração do ar que é expulso dos pulmões pelo diafragma e que passa pelas pregas vocais e pelo nosso comando neural, por meio de ajustes musculares, faz pressões de diferentes graus na região abaixo das pregas vocais, fazendo-as vibrarem. Depois, esse ar é modificado pela boca, lábios e língua e os sons vão sendo articulados (vogais e consoantes). Quando emitidos pela boca, fazem a onda sonora que vai atingir a cóclea do ouvinte.
As pregas vocais vibram muito rapidamente. Nos homens, o número de ciclos vibratórios fica em torno de 125 vezes em 1 segundo. Na mulher, o número aumenta para 250 vezes por segundo. Vale recordar que as pregas vocais do homem têm mais massa e são menos esticadas que as da mulher (como na viola, as cordas mais esticadas são mais agudas e vibram mais que as cordas mais graves.)
O termo "cordas vocais" está a deixar de ser tão usado, visto que quando se fala em cordas vocais pensa-se que são formadas por cordas, o que não é verdade. Utiliza-se, portanto, o termo de pregas vocais, já que se assemelha mesmo a duas pregas.

Com a idade, a voz também sofre alterações. As maiores mudanças surgem durante a infância e a adolescência e a laringe só atinge a maturação no adulto jovem. As alterações vocais relacionadas com as modificações hormonais, da adolescência, são mais evidentes no sexo masculino.
Ao longo da puberdade, as dimensões e morfologia da laringe vão-se modificando alterando a tonalidade e timbre da voz.
No adulto a voz permanece relativamente estável, mas à medida que se avança na idade, surgem modificações ao nível muscular ao mesmo tempo que a mucosa também se altera.
Alterações da voz que podem ocorrer com a idade:
  • No homem, a voz pode tornar-se mais aguda;
  • Na mulher, a voz pode tornar-se mais grave;
  • A voz pode ter menos intensidade e projecção;
  • Diminuição da resistência vocal;
  • Dificuldade em fazer-se ouvir em ambientes ruidosos;
  • A voz pode tornar-se pouco firme e mesmo trémula. 
O impacto destas alterações pode ainda ser aumentado pela diminuição da capacidade auditiva que também se altera com a idade.

A voz é uma característica humana intimamente relacionada com a necessidade do homem em agrupar-se e comunicar-se. Está associada à fala, na realização da comunicação verbal, e pode variar quanto à intensidade, altura, inflexão, ressonância, articulação e muitas outras características.
A voz resulta da nossa evolução, um trabalho em conjunto do sistema nervoso, respiratório e digestivo, e de músculos, ligamentos e ossos, que actuam para que se possa obter uma emissão eficiente. É importante sabermos que as cordas vocais são dois pares de músculos (formando o tíreo-aritenóideo) que, primordialmente, não foram feitos para o uso da voz. Dado que esta função foi desenvolvida pela laringe (local onde se encontram as cordas vocais). Mas estes músculos foram desenvolvidos, em primeiro lugar para as funções de respiração, alimentação e esfincteriana (que impede a passagem de alimentos para os pulmões).
A comunicação verbal só faz sentido quando temos outra pessoa para nos ouvirse estamos tristes, se estamos contentes, cansados, nervosos, apaixonados ou se acabamos de acordar, se estamos num ambiente ruidoso, se estamos calmos, etc. e para nos entender. Concordamos então que é um recurso muito importante para que haja entendimento entre os humanos. Ela demonstra

À emissão de uma voz saudável, dá-se o nome de eufonia. A uma voz doente, ou seja, com alguma de suas características alterada, dá-se o nome de disfonia. A disfonia pode ser orgânica, funcional ou mista (orgânica-funcional).

Timbre

O timbre da voz humana depende de várias cavidades (as cavidades ósseas, cavidades nasais, a boca, a garganta, a traqueia e os pulmões, bem como a própria laringe) que vibram em ressonância com as pregas vocais.

 

Frequência

A mais baixa frequência que pode dar a audibilidade a um ser humano é mais ou menos a de 20 hertz (vibrações por segundo), enquanto a mais alta se encontra entre 10 000 e 20 000 hertz, o que depende da idade do ouvinte (quanto mais idoso menores as frequências máximas ouvidas). A frequência comum da voz humana encontra-se entre 60 e 1300 hertz. (ex. A frequência comum de um piano é de 40 a 4000 hertz.)

Fontes: