segunda-feira, 2 de maio de 2011

Música Papa Americano


Espero que os crentes não levem a mal, mas apenas estou a publicar este vídeo, que encontrei no youtube, para verem e ouvirem o que hoje em dia se faz com as músicas...

Poema 21


Poema 21

Faltam-me palavras para escrever.
A escrever transmito tudo o que não consigo dizer.
Dizer que gosto de ti não chega.
Não chega apenas dizer que te amo.
Amo-te muito e tu sabes disso.
Sabes disso por que o vês estampado nos meus olhos.
Os olhos nunca mentem, demonstram os sentimentos.
Sentimentos sinceros, lindos e eternos.
Eternos são e serão todos os nossos momentos.
Momentos incríveis e inesquecíveis, graças a ti.
A ti agradeço estes 10 meses de felicidade e de amor.
O amor descobri-o contigo.
Contigo encontrei a verdadeira essência deste sentimento.
Sentimento este que move a minha vida.
Vida que partilharei contigo para sempre.
Sempre que precisares estarei aqui para ti.
A ti dedico todo o meu tempo.
O tempo passado contigo é maravilhoso.
Maravilhoso é também o teu coração.
Coração que me acolheu tão bem.
Tão bem que não me apetece sair de lá.
Lá estou segura e quentinha.
Quentinha sinto-me quando estou nos teus braços.
Braços que me protegem de tudo.
Tudo o que me dás, eu adoro.
Adoro os teus olhos, o teu sorriso, a tua maneira de ser.
Ser incrível, magnífico e esplêndido, como tu.
Sinto que me estou constantemente a repetir, mas já não tenho palavras!

by Bluemoon

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Obra Literária de Florbela Espanca

OBRA LITERÁRIA

Poesia
- 1919: Livro de Mágoas.

- 1923: Livro de Sóror Saudade.

- 1931: Charneca em Flor.

- 1931: Juvenília: versos inéditos de Florbela Espanca.

- 1934: Sonetos Completos (Livro de Mágoas, Livro de Sóror Saudade, Charneca em Flor, Reliquiae)

Prosa
- 1931: As Máscaras do Destino

- 1981: Diário do Último Ano

- 1982: O Dominó Preto

Colectâneas
- 1985/86: Obras Completas de Florbela Espanca (8 volumes)

- 1994: Trocando Olhares.

Obras sobre ela de outros autores
- ALEXANDRINA, Maria. A Vida Ignorada de Florbela Espanca

- ALONSO, Cláudia Pazos. Imagens do Eu na poesia de Florbela Espanca

- BESSA-LUÍS, Agustina. Florbela Espanca

- COELHO, Jacinto do Prado. Dicionário de Literatura

- FERNÁNDEZ, José Carlos, "Florbela Espanca: A Vida e a Alma de uma Poetisa"

- FARRA, Maria Lúcia Dal. Afinado desconcerto (contos, cartas, diário)

- FRANÇA, José Augusto. Os anos vinte em Portugal: estudo de factos sócio-culturais

- FREIRE, António. Florbela Espanca, poetisa do amor

- GUEDES, Rui. Acerca de Florbela. Colecção Florbela Espanca

- MACHADO, Álvaro Manuel. Dicionário de Literatura Portuguesa

- MATTOSO, José. História de Portugal. Vol. V (de VIII)

- MOISÉS, Massaud. Literatura portuguesa moderna: guia biográfico, crítico e bibliográfico

- NEMÉSIO, Vitorino. “Florbela”. In: Conhecimento da Poesia

- NORONHA, Luzia Machado Ribeiro de. Entreretratos de Florbela Espanca: uma leitura biografemática

- PAIVA, José Rodrigues de. Estudos sobre Florbela Espanca

- RÉGIO, José. Ensaios de Interpretação Crítica. Colecção Obras Completas

- SARAIVA, António José, LOPES, Óscar. História da Literatura Portuguesa

- SENA, Jorge de. Florbela Espanca ou a Expressão do Feminino na Poesia Portuguesa

- SILVA, Zina Maria Bellodi da Silva. Florbela Espanca: Discurso do Outro e Imagem de Si

- SIMÕES, João Gaspar. História da Literatura Portuguesa do Século XX

- SOMBRIO, Carlos. Florbela Espanca

Fonte:


Biografia de Florbela Espanca

FLORBELA ESPANCA

Filha de Antónia da Conceição Lobo e do republicano João Maria Espanca nasceu no dia 8 de Dezembro de 1894 em Vila Viçosa, no Alentejo. O seu pai herdou a profissão de sapateiro, mas passou a trabalhar como antiquário, negociante de cabedais, desenhista, pintor, fotógrafo e cinematografista. Foi um dos introdutores do “Vitascópio de Edison” em Portugal.

O seu pai era casado com Mariana do Carmo Toscano, que não podia dar-lhe filhos. Assim, João Maria resolveu tê-los – Florbela e Apeles – com outra mulher, Antónia da Conceição Lobo, de condição humilde. Ambos os irmãos foram registados como filhos ilegítimos de pai incógnito. Entretanto, João Maria Espanca criou-os na sua casa, e Mariana passou a ser madrinha de baptismo dos dois. Ele nunca lhes recusou apoio nem carinho paternal, mas só reconheceu Florbela como a sua filha em cartório 18 anos depois da morte dela.

Entre 1899 e 1908, Florbela frequentou a escola primária em Vila Viçosa. Foi naquele tempo que passou a assinar os seus textos Flor d’Alma da Conceição. As suas primeiras composições poéticas datam dos anos 1903 - 1904: o poema “A Vida e a Morte”, o soneto em redondilha maior em homenagem ao irmão Apeles, e um poema escrito por ocasião do aniversário do pai. Em 1907, Florbela escreveu o seu primeiro conto: “Mamã!” No ano seguinte, faleceu a sua mãe, Antónia, com apenas 29 anos.

Flor ingressou então no Liceu Masculino André de Gouveia em Évora, onde permaneceu até 1912. Foi uma das primeiras mulheres em Portugal a frequentar o curso secundário. Em 1913, casou-se em Évora com Alberto de Jesus Silva Moutinho, seu colega da escola.

Em 1916, a poetisa reuniu uma selecção da sua produção poética desde 1915, inaugurando assim o projecto Trocando Olhares. A colectânea de 85 poemas e 3 contos serviu-lhe mais tarde como ponto de partida para futuras publicações. Na época, as primeiras tentativas de promover as suas poesias falharam.

Completou o 11º ano do Curso Complementar de Letras e matriculou-se na faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Foi uma das 14 mulheres entre 347 alunos inscritos.

Sofreu um aborto involuntário em 1919, ano em que publicaria o Livro de Mágoas. É nessa época que Florbela começa a apresentar sintomas mais sérios de desequilíbrio mental. Em 1921 separou-se de Alberto Moutinho, passando a encarar o preconceito social decorrente disso. No ano seguinte casou-se pela segunda vez, com António Guimarães.

O Livro de Sóror Saudade é publicado em 1923. Florbela sofreu novo aborto, e seu marido pediu o divórcio. Em 1925 casou-se pela terceira vez, com Mário Lage.

Em 1927, Apeles, o seu irmão, faleceu num trágico acidente de avião. A sua morte foi para a autora realmente dolorosa. Em homenagem ao irmão, Florbela escreveu o conjunto de contos de As Máscaras do Destino, volume publicado postumamente em 1931. Entretanto, a sua doença mental agravou-se bastante.

Em 1930, começou a escrever o seu Diário do Último Ano, publicado só em 1981. Florbela tentou o suicídio por duas vezes em Outubro e Novembro de 1930. Após o diagnóstico de um edema pulmonar, a poetisa perdeu o resto da vontade de viver. Não resistiu à terceira tentativa de suicídio. Faleceu em Matosinhos, no dia do seu 36º aniversário. A causa da morte foi a sobredose de barbitúricos (sedativos).

A poetisa teria deixado uma carta confidencial com as suas últimas disposições, entre elas, o pedido de colocar no seu caixão os restos do avião pilotado por Apeles na hora do acidente. O corpo dela jaz, desde 17 de Maio de 1964, no cemitério de Vila Viçosa, terra onde nasceu.

Fontes:

Poemas de Poetas V


Desta vez, decidi escolher uma poetisa: Florbela Espanca. 
Gosto muito da forma como ela escreve...
Vou partilhar convosco a sua biografia e a sua obra literária.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Poema 20




Os meus olhos olham nos teus olhos.
Vejo olhos transparentes, carentes e brilhantes.
Transparentes como a água, que mostra tudo o que nela vai.
Carentes de carinho, atenção e amor.
Brilhantes como uma criança que recebe um brinquedo.

Olho para os teus lábios.
Vejo lábios sedentos, verdadeiros e ternurentos.
Sedentos de beijar e de serem beijados.
Verdadeiros porque apenas falam a verdade.
Ternurentos porque quando te beijo sinto todo o carinho e ternura que nutres.

Quando sorris, vejo um sorriso encantador, luminoso e feliz.
Encantador porque ver-te sorrir é como ver o pôr-do-sol.
Luminoso porque partilha do mesmo brilho que o teu o olhar.
Feliz porque quando sorris é a sério, não és falso.

Sinto o teu coração...
Um coração bom, acolhedor e amoroso.
Bom porque dás-me tudo o que eu preciso, sem pedires nada em troca.
Acolhedor porque estou muito bem hospedada.
Amoroso porque me sabes tratar com muito amor.

Sinto o teu corpo...
Um corpo quente, protector e faminto.
Quente como o sol que me aquece.
Protector porque me defendes de todo o mal.
Faminto porque tens uma fome enorme de me amar.

Adoro a tua maneira de ser.
És querido, determinado e divertido.
Querido porque és sempre muito carinhoso comigo.
Determinado porque sabes bem o que queres e o que tens de fazer para o conseguires.
Divertido porque sabes fazer-me rir e sorrir como ninguém.

Depois de tudo isto, só posso dizer uma última coisa...
Como ser humano és incrível, maravilhoso e único!
Ainda bem que és assim e continua a se-lo.
Fazem falta pessoas como tu, no meio desta imundice de pessoas neste mundo.

by Bluemoon

SMS's de Amor

Mais uma vez quero partilhar convosco algumas mensagens muito bonitas...
 Espero que gostem!