segunda-feira, 14 de março de 2011

As Cores

Segue-se uma lista das principais cores (por ordem alfabética) 
que existem no Mundo...

 

 



















(*Se as cores acima apresentadas não forem exactamente as correctas, 
peço desculpa, mas foi o melhor que consegui...)

 P.S: As minhas cores preferidas são o azul (todos), o preto e o branco... E vocês, quais são as vossas cores preferidas???



Curiosidades sobre as CORES


Tenho feito pesquisas sobre diversos tipos de curiosidades, nas quais encontrei algumas curiosidades sobre as cores. A cor é a impressão que diferentes variedades de luz (diferentes comprimentos de onda de radiação electromagnética visível) produzem nos órgãos visuais. Porém, todas as cores têm um ou mais significados, em que podemos ou não acreditar. Vou partilhar com vocês as cores que existem e alguns dos significados de cada uma delas.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Frases 2

Sempre gostei de procurar frases e citações bonitas, porque têm sempre algo de verdade e fazem-nos sempre reflectir. Portanto, vou partilhar convosco umas quantas frases, espero que gostem. Desde já quero agradecer aos autores destas belas frases!


  • "O desejo é a metade da vida; indiferença é a metade da morte.”

  • "Informação Meteorológica: forte precipitação de saudades, distribuição de beijos pela região facial, aumento da temperatura."

  • "Tal é o Prazer e a Dor... saem de um tronco único porque têm uma só e mesma base, eis que cansaço e dor são a base do prazer e os prazeres vãos e lascivos estão na base da dor." (Leonardo da Vinci)

  • "O casamento é o preço que os homens pagam pelo sexo; o sexo é o preço que as mulheres pagam pelo casamento." 

  • "Saudade é semente que se planta no adeus e que só morrerá quando os teus lábios tocarem nos meus."

  • "Jamais defendi a guerra, excepto como meio de paz." (Ulysses Grant)

  • "O maior juiz dos teus actos deves ser tu próprio e não a sociedade." (Dalai Lama)

  • "O aborrecimento é o alicerce da vida, foi o aborrecimento que inventou os jogos, as distracções, os romances e o amor." (Miguel de Unamo)

  • "O Banco Comercial de Beijos notifica que foram depositados mil beijos na sua conta, pede-se o favor de os levantar com carinho."

  • “Sabemos sempre quem nos fere, mas nem sempre sabemos a quem ferimos." 

  • "Por mais longa que seja a noite, o sol volta sempre a brilhar."

  • "Um homem tolo diz para uma mulher que pare de falar, mas um homem sábio diz que a boca dela fica extremamente bonita quando os lábios dela estão fechados."

  • "Saber encontrar a alegria na alegria dos outros, é o segredo da felicidade." (Georges Bernanos)

  • "Grande parte do sofrimento é criado por nós próprios." (Dalai Lama)

  • "O beijo é um procedimento inteligentemente desenvolvido para a interrupção mútua da fala quando as palavras tornam-se desnecessárias."

  • "Optimismo é esperar pelo melhor. Confiança é saber lidar com o pior." (Roberto Simonsen)

  • "Vou tirar o relógio porque já não vejo a hora de te beijar!"

  • "Um super, mega, grande, gigante, vasto, extenso, profundo, imenso, poderoso, abundante, forte, meigo, doce, louco BEIJO!"

  • "Triste não é mudar de ideia. Triste é não ter ideia para mudar." (Francis Bacon)

  • "Sexo é algo que qualquer insecto sabe fazer, é o seu instinto. Fazer amor é uma arte que só os grandes artistas realizam."  (Carlos Jose Monteiro)

sexta-feira, 4 de março de 2011

Poema: Coisa Amar

Coisa Amar

Contar-te longamente as perigosas
coisas do mar. Contar-te o amor ardente
e as ilhas que só há no verbo amar.
Contar-te longamente longamente.

Amor ardente. Amor ardente. E mar.
Contar-te longamente as misteriosas
maravilhas do verbo navegar.
E mar. Amar: as coisas perigosas.

Contar-te longamente que já foi
num tempo doce coisa amar. E mar.
Contar-te longamente como doi

desembarcar nas ilhas misteriosas.
Contar-te o mar ardente e o verbo amar.
E longamente as coisas perigosas.
By Manuel Alegre

Poema: Amor de Fixação


Amor de Fixação

Há um caminho marítimo no meu gostar de ti.
Há um porto por achar no verbo amar
há um demandar um longe que é aqui.
E o meu gostar de ti é este mar.

Há um Duarte Pacheco em eu gostar
de ti. Há um saber pela experiência
o que em muitos é só um efabular.
Que de naufrágios é feita esta ciência

que é eu gostar de ti como um buscar
as índias que afinal eram aqui.
Ai terras de Aquém-Mar (a-quem-amar)

naus a voltar no meu gostar de ti:
levai-me ao velho pinho do meu lar
eu o vi longe e nele me perdi.

By Manuel Alegre

Obra Literária de Manuel Alegre

Manuel Alegre, além da política, dedicava-se também a literatura: a poesia e a ficção.
Escreveu inúmeros poemas musicados, como por exemplo a Trova do vento que passa, cantada por Adriano Correia de Oliveira, Amália Rodrigues, entre outros. Reconhecido internacionalmente, é o único autor português incluído na antologia Cent poemes sur l'exil, editada pela Liga dos Direitos do Homem, em França (1993). 
Em Abril de 2010, a Universidade de Pádua, em Itália, inaugurou a Cátedra Manuel Alegre, destinada ao estudo da Língua, Literatura e Cultura Portuguesas. ( http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1177225&seccao=Livros )
Recebeu os seguintes prémios literários: o Prémio Pessoa (1999) e o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (1998). 



POESIA:
    1965 - Praça da Canção
    1967 - O Canto e as Armas
    1971 - Um Barco para Ítaca
    1976 - Coisa Amar (Coisas do Mar)
    1979 - Nova do Achamento
    1981 - Atlântico
    1983 - Babilónia
    1984 - Chegar Aqui
    1984 - Aicha Conticha
    1991 - A Rosa e o Compasso
    1992 - Com que Pena – Vinte Poemas para Camões
    1993 - Sonetos do Obscuro Quê
    1995 - Coimbra Nunca Vista
    1996 - As Naus de Verde Pinho
    1996 - Alentejo e Ninguém
    1997 - Che
    1998 - Pico
    1998 - Senhora das Tempestades
    2001 - Livro do Português Errante
    2008 - Nambuangongo, Meu Amor
    2008 - Sete Partidas

FICÇÃO: 
1989 - Jornada de África
1989 - O Homem do País Azul
1995 - Alma
1998 - A Terceira Rosa
1999 - Uma Carga de Cavalaria
2002 - Cão Como Nós
2003 - Rafael

Biografia de Manuel Alegre


Manuel Alegre de Melo Duarte nasceu a 12 de Maio de 1936 em Águeda, no distrito de Aveiro. Filho de José de Faria e Melo Ferreira Duarte e de Maria Manuela Alegre de Melo Duarte.
A família de Manuel Alegre possui grandes referências na área da política e na área do desporto. O seu pai jogou na Académica e foi campeão de atletismo. O seu avô paterno, Mário Ferreira Duarte, introduziu, com Guilherme Pinto Basto, várias modalidades desportivas em Portugal,  deu também o seu nome ao antigo Estádio de Futebol de Aveiro. O seu avô materno, Manuel Ribeiro Alegre, pertenceu à Carbonária (uma organização secreta, sem ligações orgânicas à Maçonaria Portuguesa ou outras Obediências Maçónicas) e foi deputado à Assembleia Constituinte em 1911, bem como governador civil de Santarém. O seu bisavô paterno, Carlos de Faria e Melo (1º barão de Cadoro) foi administrador do Concelho de Aveiro. O seu trisavô paterno, Francisco da Silva Melo Soares de Freitas, fundador dos caminhos de ferro no Barreiro e primeiro visconde dessa localidade, esteve nas revoltas contra D. Miguel I, tendo sido decapitado.
Também Manuel Alegre se sagrou campeão nacional de natação e foi atleta internacional da Associação Académica de Coimbra nessa modalidade.
No romance Alma (1995), podemos encontrar retratada a sua infância e juventude.
Entra na Faculdade de Direito de Coimbra em 1956. Nos grupos de oposição de estudantes ao Salazarismo, começa o seu percurso político. Participou na fundação do Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra e foi actor do Teatro de Estudantes da Universidade. Em 1960, publica poemas nas revistas Briosa (que dirigiu), Vértice e Via Latina, participando ainda na colectânea A Poesia Útil e Poemas Livres.
Em 1962 é mobilizado para Angola, onde é preso pela PIDE e condenado a seis meses de prisão na Fortaleza de S. Paulo, em Luanda, acusado de tentativa de revolta militar contra a Guerra do Ultramar. Dois anos depois regressa a Portugal. Porém, devido à hipótese de ser novamente detido e julgado, rende-se à clandestinidade e parte para o exílio.
Adere ao Partido Socialista em 1974, do qual foi dirigente nacional. Em 1975, estreia-se como deputado na Assembleia Constituinte. A partir do ano seguinte (1976) é deputado da Assembleia da República, pertencendo também ao I Governo Constitucional (de Mário Soares). 
Foi candidato a secretário-geral do PS em 2004, onde perdeu para Sócrates. No ano de 2006, foi candidato independente às eleições presidenciais, onde obteve mais votos que Mário Soares. Em 2010 anuncia a sua candidatura às eleições presidenciais de 2011, conseguindo o apoio do PS, do BE, do PDA, bem como dos dirigentes do MIC.


(Cartoon de Henrique Monteiro)

Para concluir, gostava de vos deixar algumas citações d' Quase um auto-retrato, uma pequena biografia feita pelo próprio, que se pode encontrar no seguinte site: http://www.manuelalegre.com/101000/1/index.htm 

"Aos vinte e poucos anos escrevi: “meu poema rimou com a minha vida”. Era ainda muito cedo, não sei sequer se é verdade..."

"Muito antes, lá pelos vinte, tinha lido uma frase de André Gide que me impressionou. Dizia ele: "a análise psicológica deixou de me interessar desde o dia em que cheguei à conclusão de que cada um é o que imagina que é." Até que ponto sou o que me imaginei ser?"

"Tenho desde pequeno a obsessão da morte. Não o medo, mas a consciência aguda e permanente, sentida e vivida com todo o meu ser, de que tudo é transitório e efémero e não há outra eternidade senão a do momento que passa."  

"Herdei de minha mãe uma certa energia, o gosto da intervenção. De meu pai, o desprendimento, uma irresistível e por vezes perigosa tendência para o desinteresse."